Quem????
Bruno Lima é graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente desenvolve pesquisa com o título: “Tradição e inovação no audiovisual contemporâneo: um estudo sobre a obra de Zbiginiew Rybczynski”. Bruno Lima é ainda estudante da Escola de Audiovisual de Fortaleza e ex-bolsista do projeto de Extensão Liga Experimental de Comunicação – Agência Experimental de Comunicação da UFC. Viciado em chocolate, Bruno Lima gosta de filmes estranhos com personagens estranhos, descobrir bandas novas, garotas que tocam em bandas de rock e conversar futilidades sem interesse público.
Áreas de interesse: cinema/publicidade /cultura pop/arte/chocolate/bandas estranhas/filmes estranhos/futilidades de importância estritamente pessoal.

)) Bruno Lima (( 6:39 PM
Comentários:*****
>> Se eu pudesse escolher seria vocalista do The Rapture. Banda que deixa pessoas felizes. Ou quem sabe poderia ser violinista do Arcade Fire. Banda que me deixaria feliz. Não sei. Estava pensando em levar uma vida circense.
>> Escrever monografia não é tão difícil. Talvez seja porque não comecei a escrever. Será?
>> Não tenho tido o mesmo interesse por cinema que tinha em tempos remotos. Não sei o que causou em mim esse desencantamento. Na verdade sei qual o motivo. Não quero acreditar nele. Difícil você de repente descobrir que aquilo que você sempre achou que era seu grande destino, talvez seja um grande passo em falso. É que todas aquelas pessoas...Demais para mim...
>> De frente para a TV, Olivia com seus braços curtos e barriga saliente, esforça-se para enxergar algo através dos óculos fundo de garrafa. Longe do olhar da pequena aspirante a Miss Sunshine, todos os membros de sua família afundam-se em planos frustrados, amores não correspondidos e leis de auto-ajuda que jamais funcionarão Em 5 minutos todos os clichês do cinema independente americano passam na tela. Mais do mesmo? Não. Jonathan Dayton e Valerie Faris trazem à tona todos os estereótipos para a partir daí subvertê-los. Ao contrário de a “Lula e a Baleia” ou “Os Excêntricos Tenenbaums”, para citarmos alguns exemplos, as personagens de Miss Sunshine nunca se levam a sério e é neste ponto que está o trunfo da produção. O roteiro com tom de paródia poderia caminhar para um desastre completo se: 1) todo o elenco não estivesse perfeito em seus papéis, 2) a direção de fotografia não fosse tão correta em sua simplicidade na construção de planos e 3) tratasse com um tom sério os dilemas das personagens. Não levar a sério seus personagens não significa desrespeitá-los. Longe disso. Apenas faz com que suas vidas bizarras transformem o filme em uma obra bizarra e tosca, na melhor acepção da palavra. Miss Sunshine não é uma comédia com piadas prontas para serem digeridas. Talvez a obra em sua completude seja a maior e a melhor das piadas. Ao final da projeção você sente que poderia ser um pouco mais desequilibrado, mais desobediente às regras sociais e que não existe nada melhor do que compartilhar as desgraças pessoais com o outro.
>> Eu já disse que amo cinema?
>> Eu já disse que queria ser um rockstar?
>> Do fundo do baú. Coisas do extinto “Cidade do Sonho”...

“E de repente veio a chuva.
Pude sentir minhas mãos gélidas.
Pude tocar a água que caia.
O frio chegou.
E as nuvens escuras engoliram a luz.
De repente veio a solidão e o silêncio.
E todos entraram em suas casas.
Todos dormiram seu sono mudo.
E todos se esqueceram do espetáculo que é quando a chuva cai.”
>> Vou ali ler sobre a década de 10. Depois eu volto.
)) Bruno Lima (( 2:30 PM
Comentários:*****
Depois de tanto tempo, mais uma tentativa. Este blog tem dia certo para acabar. Que isso fique claro...

)) Bruno Lima (( 11:18 AM
Comentários:*****
Textos (clique sobre os títulos para fazer o download)
Título: “Regressão ou inovação? A tradição dos primeiros cinemas na obra de Zbigniew Rybczynski.
Monografia apresentada ao Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará como requisito para a obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda.
Orientação da Profª. Drª. Meize Regina de Lucena Lucas.
Resumo: A pesquisa visa estabelecer relações entre a tradição dos primeiros cinemas e a obra do cineasta polonês Zbigniew Rybczynski, apresentando uma discussão sobre a questão da história do cinema e questionando um suposto progresso ou evolução dessa arte. A partir do pensamento de Giulio Argan, que afirma que a cultura artística não deve ser pensada dentro de uma continuidade ascendente do progresso, apresentamos um diálogo entre as idéias de Georges Sadoul e Erwin Panofsky que consideravam as primeiras realizações cinematográficas como “primitivas” e “arcaicas” e uma nova historiografia que surge na década de 70, representada por Tom Gunning, Charles Musser e Gaudreault, que afirma que história do cinema tem como característica uma temporalidade cortada, recursiva e dialética, que é feita de práticas significantes que permanecem sem origem e sem fim. Dessa forma, podemos pensar a questão da articulação entre a tradição-inovação na arte cinematográfica sem que isto represente uma involução ou retrocesso. Através da análise de duas obras de Rybczynski, Kwadrat (1972) e Tango (1980), estabelecemos como a tradição dos primeiros cinemas forneceu bases para a sua criação e como ela se manifesta nestas duas produções.
Palavras-chave: história do cinema / tradição-inovação / primeiros cinemas / Zbigniew Rybczynski.
Título: “O Brasil é puro agito: o discurso publicitário na propaganda estudantil da UNE”
Resumo: O trabalho faz uma análise de uma das peças publicitárias da campanha de divulgação da Carteira de estudante da UNE no ano de 2006. O texto analisa os aspectos discursivos presentes na peça publicitária associando com o passado e o presente político da União Nacional dos Estudantes.
Título: “Quadros e quadrinhos: a tradução intersemiótica em Sin City.”
Orientadora: Prof.(a) Glícia Maria Pontes Bezerra
Trabalho apresentado na IV Semana de Humanidades da UFC
Resumo: Este trabalho pretende discutir o processo de tradução intersemiótica entre alguns contos de Frank Miller que foram publicados originalmente no formato de histórias em quadrinhos sob o título Sin City e a obra cinematográfica de mesmo título de Robert Rodrigues, Quentin Tarantino e Frank Miller. A partir das teorias de Julio Plaza e Roman Jakobson, o artigo faz um estudo comparativo entre as duas obras, relacionando aspectos de linguagem e estética. Além de discutir as características de semelhança e diferença entre esses dois meios, estabelecendo os elementos que os dois compartilham, o artigo apresenta uma discussão sobre a adaptabilidade de um meio gráfico para o meio cinematográfico. Podemos considerar ainda que as obras em questão representam o hibridismo de meios e linguagens das mais diversas expressões artísticas presentes principalmente na arte cinematográfica, como bem definem Erwin Panofsky e Lucia Santaella.
Título: “Sobre a questão da melancolia e sua implicação na arte”
Resumo: Através da análise de textos de Bukowski, Álvares de Azevedo e Goethe, faz-se uma relação entre a produção artística e a melancolia. Considerando os estudos de Freud sobre o tema, há uma discussão sobre como os estados de depressão, melancolia e angustia podem influenciar no processo criativo.
Título: “As articulações entre tradição e Inovação no audiovisual contemporâneo”
Orientador: Prof. Ms Ricardo Jorge de Lucena Lucas
Trabalho apresentado ao XII Colóquio Internacional de Comunicação para o Desenvolvimento Regional (Regiocom) no GT 3 – Mídia Audiovisual.
Resumo: O trabalho desenvolve um estudo sobre as articulações entre a tradição e a inovação no campo da arte, mais especificamente na arte cinematográfica. Através de uma revisão teórica sobre este tema, há uma abordagem sobre as questões ligadas à autoria, originalidade e ao processo de criação artística. Possuindo como base os estudos de Regis Debray, Edgar Morin, Philippe Dubois e Julio Plaza, apresenta-se como ao longo da história do cinema e da arte em geral, a tradição ancestral ligada a diversas práticas estéticas, temáticas e linguagens utilizadas no passado, são trazidas novamente à tona e com que propostas e intenções. A partir da análise de algumas obras de Quentin Tarantino, Lars Von Trier e Zbiginiew Rybczynski, há uma discussão de como a relação tradição-inovação e invenção-padronização, apresenta-se na produção cinematográfica contemporânea.
Título: “Magia e ciência: o cinema de atrações na Hollywood contemporânea”
Trabalho apresentado ao GT Audiovisual - IC, do IX Congresso Regional de Ciências da Comunicação
Resumo: Estudo comparativo entre o chamado “cinema de atrações” realizado no período compreendido entre os anos de 1894 e 1907, que possui como principal realizador o cineasta Georges Méliès, e o cinema contemporâneo Hollywoodiano. A partir dos estudos de Jean-Claude Bernadet, Tom Gunning e Flavia Cesarino Costa, apontamos semelhanças entres as duas formas de produção, enfatizando principalmente a criação da magia e ilusão proporcionada pelo desenvolvimento tecnológico e cientifico. Através de uma revisão desses dois períodos da história do cinema, há uma explanação sobre a nossa recepção das imagens em movimento e o fascínio mágico causado pela arte cinematográfica ao longo de sua história.
Título: “A estética pós-moderna em π”
Resumo: O trabalho pretende fazer uma relação entre o filme “π” de Darren Aronofsky com algumas características da estética pós-moderna. Pretendemos ainda discutir a utilização das imagens, do som e do enredo do filme como tentativa de provocar reações emocionais e sensoriais no espectador.
Título: “Projeto Agência Experimental de Comunicação”
Resumo: Projeto desenvolvido por estudantes do curso de Comunicação da UFC no ano de 2006 e que serviu de base para a implementação do projeto de Extensão Liga Experimental de Comunicação, coordenado pela professora Glícia Pontes. Serve de referência para estudantes e professores que pretendem implementar projetos semelhantes em suas instituições de ensino.
Título: “Sobre Eu e o Outro”
Resumo: o pequeno texto faz algumas reflexões sobre os primeiros 6 meses de funcionamento da Liga Experimental de Comunicação – Agência Experimental do curso de Comunicação Social da UFC. Através da discussão de Extensão Universitária e do texto “Extensão e Comunicação” de Paulo Freire, busca-se questionar as práticas do projeto ao longo do período mencionado.
E-mail: brunolimace@gmail.com
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=18307111111060370507
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